Não é fácil organizar um evento corporativo, agente sabe disso. Sim, o agente mesmo, da agência ou da empresa. E a gente também sabe que para realizar convenções, encontros, premiações, confraternizações ou algazarras, é preciso competência, disposição e criatividade de toda equipe, formada pelos guerreiros profissionais da área de eventos, nas empresas e nas agências de eventos.

E entre resolver local, logística, questões técnicas, alimentação e dezenas de questões relacionadas, sempre surge aquela dúvida de qual entretenimento contratar.

Música, mágica, palestra de auto ajuda, circo, banda de jazz, palhaços, atletas, celebridades. Céus, e agora?

Em meio a essa infinidade de opções e diferentes artes, uma coisa é recorrente: o desejo de levar um conteúdo relevante à tal audiência.

Claro! Você está certo em zelar pelo investimento feito. O objetivo deve ser contratar uma atração que realmente signifique algo para a empresa e seus profissionais. Até porque, na maioria das vezes, o evento tem um propósito muito maior do que a pura diversão das equipes.

Bem, mas será que é possível trazer aquela pitada de humor, de comédia para os palcos de eventos corporativos? Mais que isso, é possível divertir a plateia sem ferir a voracidade do politicamente correto?

Os contratantes nem sempre se sentem seguros em optar por algo diferente. E são vários níveis hierárquicos pressionando os realizadores para um evento de sucesso. Uma escolha errada pode custar um eterno mal estar. E assim, o medo está instaurado. Pânico!

Sair da zona de conforto é entrar na zona de risco, afinal! Mas não é uma missão impossível. Tem coisas mais complexas na vida dos eventos.

“Morrer é fácil, comédia é difícil.”

Bernard Shaw, dramaturgo irlandês, foi curto e grosso para definir o problema. Não é uma tarefa simples fazer as pessoas rirem. A má notícia é que fazer as pessoas rirem em seu habitat profissional é muito mais difícil. A boa notícia é que há pessoas que estão querendo justamente isto. Basta acertar para se destacar como “o cara ou a cara” que teve aquela ideia maravilhosa!

Por isso é preciso, de um lado, a cautela. De outro, escutar a voz da experiência. Para acertar, é preciso apresentar um conteúdo que seja relevante tanto para quem contrata, quanto para quem assiste. Para cada ocasião, haverá uma gama de profissionais adequados, mas é preciso realizar uma boa análise que garanta a escolha certa.

A armadilha está em decidir sem o real conhecimento de todos os fatores que interferem no sucesso deste tipo de atração. Perfil do público, motivo do encontro, agenda das atividades, temas tratados e objetivos dos líderes são apenas alguns dos vários fatores subjetivos e de alto impacto no resultado, que podem levar ao céu e ao inferno. Some ainda layout do espaço, acomodação da plateia, interferências, cansaço, tamanho da audiência, luz, som… portanto, ação!

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Não é uma tarefa fácil e é bom encarar assim. Tentar decidir de maneira simples é que pode ser um equívoco.

Os 3 maiores erros na contratação do entretenimento do evento são:

  • Querer fazer tudo correndo
  • Contratar somente com base em preços
  • Esquecer de agradar as diferentes audiências

Cada caso é um caso, mas trabalhando direitinho, tudo vai dar certo. E como uma frase que li outro dia:

“Se você acha caro contratar um profissional, é porque não imagina quanto vai lhe custar o amador.”

Postado originalmente em Regis Folco.

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